O amor e os três P's ou quando o calor da paixão arrefece com o fim das endorfinas que nos tiram do chão e que não nos deixam ver a totalidade do outro nem de nós mesmos. Aí surge o medo de não correspondermos às expectativas que achamos que o outro tem de nós mesmos e passamos a achar que o outro, de alguma maneira, não é aquele ser idealizado que percepcionamos durante a paixão. Nessa altura ou existem, nos dois, os três P's ou o caldo está entornado. O P da potência. O P da permissividade e o P da protecção. O P da potência de sermos nós mesmos. De gostarmos de quem somos. De vivermos a nossa vida. O P da permissividade de permitir a expressão da totalidade do outro. O P da protecção de nós e do outro. De sermos nós mesmos e do outro ser quem é. Da nossa potência e da permissividade com o outro. Com a protecção de quem somos e com a capacidade de proteger o outro.
Junho de 2009
