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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Era uma vez


Lisboa 23 de Março de 2010


Era uma vez um rapaz e uma rapariga...
Moravam um ao lado do outro mas não sabiam.
Tinham cruzado os mesmos locais. Mas em momentos diferentes.
Conheciam as mesmas pessoas. Algumas destas pessoas até achavam que um tinha a ver com o outro. Mas nunca ninguém se arriscou a apresenta-los.
Foram eles mesmos que se descobriram. Por eles mesmos.
Tinham um interesse comum. Que vinha do mais fundo deles mesmos. Da vontade de quererem ter prazer na vida. Mesmo. O que os fez procurarem pelo mundo, o mundo que se escondia em cada um deles. O que os fez porem os corpos a vibrarem. A libertarem a dor. A darem espaço para o prazer poder viver. No corpo de cada um. Dois seres muitos especiais. Como cada ser, únicos em si mesmo.
Mas " todos os animais são iguais mas uns são mais iguais do que outros".
E estes são muitos parecidos...

A procura de cada um por si próprio levou-os à meditação em Lisboa e a amigos comuns.
A vontade de partilhar algo em Portugal aprendido no estrangeiro foi o motivo de um encontro.
Que parecia que nunca mais acontecia. Ninguém os apresentava...
Ambos sabiam que o outro existia...perto...e sem forma de ser contactado..
Um em Itália. O outro na Holanda. Grupos. Vontade de estar em ligação. À distância. Novos instrumentos. Net. Redes sociais. Ambos a resistirem a entrarem nas redes. E ambos entraram na mesma rede com esses grupos. Facebook. Na mesma altura.
Quando ainda o FB estava no inicio. Quando ainda poucos portugueses aí estavam.
E de repente ele aparece no ecran dela...
E logo desaparece...
Numa rápida pesquisa aparece de novo num amigo comum...
E sai a primeira mensagem de um para o outro!
E logo a resposta. E um convite. Gentilmente declinado...
Os números de telemóveis são trocados.
Falam finalmente...
Ela tinha estado com um problema de saúde.
Incomum nela..
Ele fazia compras de natal com a filha.
Combinam finalmente um encontro.
Um chá ao fim da tarde de sábado.
Ele ía receber uma visita vinda do estrangeiro esse fim de semana.
Não sabe porquê (não sabia...) mas cancela-a de repente.
O trabalho na cidade tinha sido duro essa semana.
Vai descansar entre os pinheiros de Cascais.
No sábado do encontro quando vem para a esplanada do rio descobre que a Lua está em crescente. Quer cortar o cabelo. No mesmo cabeleireiro que ela vai. Sem saberem um do outro.
Liga-lhe. Diz-lhe da autoestrada " Olá tava a apetecer-me cortar o cabelo. Sabes é quarto crescente. Encontramo-nos daqui a uma hora?"
Ok- responde-lhe ela. Enquanto pega nas suas tesouras e começa a cortar o seu cabelo pensa: Uhau alguém que acompanha as fases da Lua. Vou aproveitar para eu mesma cortar o meu cabelo.
A noite já tinha caído. No início de Dezembro a noite começa cedo. E o frio também. Ele estava cá fora. Ela chega no seu Smart preto. Ele percebe logo que é ela. Diferente da fotografia no FB. Mas indiscutivelmente ela!
Tomam um chá tranquilos em frente ao rio. A conversa corre solta. Muito solta. Pontos comuns. Pontes comuns. Ui esta mulher é mesmo interessante. Gostava que fosse minha amiga...mas é muito atraente. Tem qualquer coisa de magnético...Olha e se fossemos jantar?





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