Lisboa, 10 de Julho de 2007
Era uma vez uma pequena mas poderosa tribo de fadas e magos bons.
Às vezes eles não sabiam aquilo que deveriam saber para que se sentissem bem com o que sentiam. Antes nem às vezes sabiam que sentiam. Mas dia após dia, terça após terça, iam descobrindo o que sentiam e como sentiam para que sentissem cada vez mais.
Estas fadas e estes magos já tinham percorrido muitas milhas nas águas das emoções, muitas léguas nas terras da dor e tinham muitos quilómetros pelo ar da alegria.
Aventureiros experimentados, mágicos sabedores, grounding voadores.
Os chefes desta tribo, Almaga a fada mestra e Antmago o grande espírita guiam esta tribo no processo de encontrar nutrição pelos campos do amor, da paz e do perdão.
Eis os membros da tribo:
O grã criador de totens dotado como uma águia perdigueira e maduro espiritualmente como um morango silvestre no início do verão. Procura criar relações tão transparentes e sólidas como os seus totens. Mas como os seus totens a transparência esconde espelhos e a grande solidez criativa é feita de aço duro. Os seus olhos já atravessaram muitas terras sem perderem a esperança. Como criador nato aquilo que procura nas águas macias do seu ser vai criar. Ou descobrir.
A bela passarinha chilreadora tinha vindo decidida da terra dos cavalos à procura do mundo das músicas que invocavam os deuses do universo. As músicas têm muitas notas que podem ser tocadas em muitos acordes e diferentes tons. Passarinha determinada não para de chilrear e o que quer (e o que não quer) vai encontrar. Depois de se libertar dos sons do medo. Dizem os grandes magos.
A grã desenhadora do arco-íris que depois de cuidar com detalhe da sua tenda rompe decidida as telas com cores surpreendentes como o seu sorriso. Descobriu o que é ser uma grande fada madrinha. Reservada cada vez menos nas suas receitas mágicas descobre a força da sua magia nos seus desenhos. A grã desenhadora do arco-íris pinta as cores do lar, enche o cesto de trabalho de cores e venera o divino feminino. Está pronta.
A elegante e poderosa feiticeira das tempestades com os cabelos soltos como o fogo que procurava o elixir da vida dentro dela mesmo e ensinamentos na escola superior de magia. Tinha apreendido muito sobre ela mas como tinha-se destinado a ir tão fundo nela que sentia que ainda tinha muito para descobrir.
O grã pássaro do mar que depois de muitas idas e vindas sobre os oceanos procura finalmente um pouco de terra quente no seu coração para plantar as sementes de vida que tem na alma. Às vezes perde-se no grande medo de ter sido enfeitiçado em não poder amar e ser amado mas recentemente descobriu que só ele é que pode fazer tamanha feitiçaria a si mesmo.
O grã construtor de tendas e corações com o coração ferido por uma flecha preparado está para tudo aquilo que a vida lhe pode dar depois de ter cuidado com todos os cuidados das suas princesas. Procura arrancar a flecha que um dia lhe perfurou o coração mas fá-lo com tanto cuidado que quando a arranca já está completamente cicatrizado.
O grã búfalo de olhos mansos não para de crescer, vive muito curioso com a vida mas teima em viver perto da lua e longe do sol e dos afazeres do mundo. Traz o grande ensinamento de ter descoberto há muito que podia viver como um mágico mas só mais recentemente descobriu que podia criar magias. Ao ritmo tranquilo das profundas descobertas vai-se revelando como grande feiticeiro de emoções.
A grã inventora da liberdade ensina caminhos novos cheios de aventuras aos mais novos e aos mais velhos e procura flores encantadas na floresta. As flores encantadas são muito sensíveis. Ou sabemos que elas são encantadas ou aparecem-nos como aqueles que não sabem que são encantadas – apenas menos ou mais bonitas.
A fantástica olhos de estrelas mais brilhantes que a cor do céu que depois de muitas descobertas e encruzilhadas decida lançou-se nos caminhos da grande aventura. Ela é a verdadeira fada heroína desta história. Da sua magia do olhar romperam novos destinos na terra. Nem com toda a sua magia ela sabe até aonde vai chegar porque a realidade é sempre mais surpreendente do que a imaginação e o processo mais profundo que o objectivo.
Tudo começou quando a fantástica olhos das estrelas mais brilhantes que a cor do céu conheceu o fantástico desenhador de florestas encantadas muito tempo atrás. Nessa altura eram os dois muito jovens e como jovens não queriam perder tempo.
Mas a vida sempre foi mais sábia e os grandes deuses da natureza mandaram-nos preparar melhor a grande aventura. Porque a grande aventura era mesmo a grande aventura.
Nessa aventura teriam que estar preparados para se confrontarem com o divino da natureza, com a viagem ao início dos tempos deles mesmos, com as contradições da existência e principalmente para as novas descobertas sobre aquilo que julgavam já saber.
E um dia finalmente a grande aventura começou para eles. Acho mesmo que a fantástica olhos de estrelas mais brilhantes que a cor do céu nem queria acreditar. O que era um bom sinal para os tempos novos que estavam a começar. Um novo mundo surpreendente

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