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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pensamentos com 21 aninhos...

Fevereiro de 1986




Acho que a vida de uma pessoa deve ter um objectivo último, por onde determina toda a realização da mesma. Este objectivo deve estar acima de tudo e de qualquer circunstância e é importante ter um método próprio para o ir desenvolvendo, defendendo e agindo para a realização deste. Ora o objectivo que eu penso mais puro e belo, talvez o único com razão de ser é a busca da verdade. A verdade porquê? A vida pode ser considerada ou simples ou complicada; talvez mais correctamente ás vezes simples e ás vezes complicada. Mas no fundo não passa de vida. Tem que possuir algum significado. Tem que ser coerente consigo própria. A verdade pode dar uma razão de existir, uma razão de lutar. Mas para quem escolheu como objectivo ultimo da vida, a verdade, tem um problema aonde a defender, como a descobrir, sim porque o que é a verdade? A verdade para mim é antes de mais a humanidade, a justiça natural, a coerência com o facto, da maneira que foi visto. Ora em termos práticos como realizar o objectivo? Antes do demais, o eu, ou seja aplica-la sempre e somente na sua conduta, na sua acção seja quais forem os preços, seja quais forem as alterações que pode dar a esta. Se não o objectivo em si não tem razão de existência. Outra coisa que há que ter em conta é que a verdade não é estática, como nada no mundo, a verdade exige um aperfeiçoamento constante, uma busca da sua pureza, uma aproximação à humanidade no homem, que não é mais do que compreender o homem como um animal inteligente. Mas este objectivo pode parecer demasiado longe da vida real, da vida do homem em relação ás condições naturais. Não se for conduzido com a compreensão da realidade animal, como também vegetal e geográfica visto que o homem não pode e não deve ferir mais do que já fez a estas realidades que o fizeram a si próprio homem. O homem tem que se integrar no mundo natural. Protege-lo utilizando a sua inteligência. Respeitar o meio e a verdade para o homem respeitar a sua origem, a sua integridade o seu futuro. O homem deve estar preparado, como animal predador para se auto-defender, de se “auto-sobreviver” na realidade natural e humana. È esta a verdade da sobrevivência que deve reger o homem tanto em relação ao mundo natural como ao mundo mais agressivo, o mundo humano. Mas deve estar preparado da maneira mais simples para o conseguir. Nesta faceta humana também deve ser tentado o aperfeiçoamento que implica sempre uma aproximação à simplicidade e pureza ou seja à verdade. Toda a acção e pensamento podem ser aperfeiçoamento constante para se atingir níveis mais simples e puros. O aperfeiçoamento e nunca a perfeição porque a perfeição é para seres limitados e o homem não o é,. Deve ser a linha da vida uma subida constante. O homem dos nossos tempos parece abdicar cada vez mais da sua capacidade animal ou seja da sua capacidade de sobreviver na verdadeira acepção da palavra ou seja o ultimo caso e da sua capacidade animal inteligente visto que parece usar cada vez mais o pensamento e a capacidade de racionar para realizar tarefas iguais ou parecidas, ou seja sem significado com a repetição. Parece que busca a monotonia como a realização da sua inteligência. É necessário ao homem, a todos os homens abrirem as mentalidades para a apreensão de culturas e hábitos diferentes, para a criação de outros, para a discussão mental, para o aperfeiçoamento psicológico porque o homem de hoje parece cair no senso comum, mais ou menos rectilíneo conforme as circunstancias. Só o curva quando tira proveitos mais ou menos materiais disso. Ora o homem pensa em curvas e ondas e é nessa sintonia que deve trabalhar. As ondas não param, não vale a pena desligar ou baixar o volume é pôr o volume no máximo, salvo tempos de repouso, e deixar-se conduzir pelas ondas, que são ele próprio, que são a sua própria capacidade de ele se auto-intitular superior aos animais. Não seja ele robot e os animais instinto. Seja ele instinto e inteligência, sobretudo capacidade criadora, que foi o que levou a distinguir dos outros animais e capacidade reflectora que leva ao aperfeiçoamento. Prefiro considerar a diferença entre o homem e os restantes animais como a capacidade específica inteligência, ou como um animal diferente nunca superior. Talvez se for a considerar o homem de um ponto de vista convencional, é o animal que para construir teve que destruir mais do que necessita e assim como construir o que também não necessita.

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